domingo, 3 de abril de 2011

A Parábola do Filho Pródigo

Estou lendo um livro intitulado: Os Evangelhos à luz da Psicanálise.
Fiquei muito a pensar sobre o capítulo que fala Parábola do Filho Pródigo.

Continuou Jesus: “Um homem tinha dois filhos. O mais moço disse ao pai: “Dá-me a parte que me é dos bens”. E ele repartiu os haveres”.

O mais novo sai de casa e vai “viver a vida”. Gasta todo o dinheiro e sem ter o que comer, vai trabalhar em terras de estranhos.
O mais velho, fica nas terras do pai, trabalhando com ele. Seu pai sempre lhe diz: o que é meu, é nosso, o que é nosso, será seu.
Um dia, o mais novo fracassado, resolve voltar e se oferecer para trabalhar nas terras do pai. Assim, além de receber pelo trabalho, teria também o alimento. Diz nada mais querer, nada do lucro que era dele, o pai.
É recebido pelo pai com muita alegria que lhe prepara uma festa em comemoração.
O mais velho fica indignado. Para ele, nunca nada foi oferecido!
Logo ele, que sempre foi dedicado...

A análise:
O mais novo, foi forte o suficiente e se arriscou em busca da realização de seu desejo, enquanto o mais velho se prendeu à segurança do pai e nunca foi em busca de crescimento. Nunca se deu conta de seus desejos e da possibilidade de  realizá-los.
O mais novo ao abandonar o lar, não estava no momento certo, maduro o suficiente para saber voar por si, ao encontro da satisfação de seu desejo. O mais velho estava preso em satisfazer ao pai, pela certeza da segurança. Se satisfazia em achar que era o objeto de desejo realizado do pai, e se decepciona com o real.
A humildade do mais novo em reconhecer que errou e decidir voltar para o pai.
O egoísmo do mais velho que não queria dividir com o irmão o amor do pai.
A grandeza do pai que recebe o filho de volta, fica feliz por saber que ele amadureceu e entendeu que o pai ama seus filhos apesar de tudo.
A alegria do pai que vê seu filho ter feito a escolha pelo caminho do bem.

- Alguns precisam experimentar as frustrações, as derrotas, para perceberem o quanto são capazes de re-fazer; re-nascer; re-escrever a sua história.

- Alguns ficam estagnados na aparente segurança e nâo crescem, não buscam realização pessoal. Quando essa segurança se vê ameaçada, não tem nenhum mecanismo de defesa desenvolvido para suportar tal ameaça e sucumbem. Daí vem o ciúme, a inveja, a angústia ou a depressão.

- É preciso uma certa “audácia” para crescer; ter desejos e querer realizá-los é o que há de mais saudável, é o que move o ser humano.

- Só vai em busca de suas realizações aquele que foi “encorajado” de alguma maneira. Seja por incentivo ou por necessidade.

 - A grandeza está em saber perdoar; a grandeza está em reconhecer seu filho em qualquer circunstância; a grandeza está em respeitar o tempo de cada um.

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