sexta-feira, 4 de março de 2011

AMAMENTAÇÃO





 
Apesar de todos os benefícios conhecidos e da facilidade do ato de amamentar ao seio, porque muitas mulheres não amamentam? Dados mostram que no Brasil 53,1% das mulheres iniciam amamentação exclusiva e só 9,7% seguem até o 6° mês, tempo mínimo recomendado, sendo até este período qualquer outro alimento dispensável, inclusive a água.
"O leite é produzido no peito e na cabeça”. Muitos são os fatores que influenciam a amamentação; desde o próprio desejo de amamentar até um ambiente familiar propício. Não existem fórmulas ou receitas para alguém se preparar para amamentar. Receber apoio e solidariedade é uma das coisas mais importantes em todo o processo, além de uma alimentação saudável, ingestão de líquidos e descanso físico.
Inicialmente mãe e bebê criam uma relação de conhecimento mútuo, que se desenvolve com os cuidados de maternagem e no próprio ensaio da amamentação. A sensação de desconforto que a fome desperta no bebê pode levá-lo ao choro desesperado. Para a mãe, que se identifica com as emoções do filho, estes são momentos igualmente dolorosos. Ela consegue acalmar-se e ao bebe, quando percebe que o "monstro-fome" não irá devorá-lo, e ele finalmente encontra o seio alimentador e acalentador.
Amamentar demanda dedicação, empenho e gera cansaço. A mulher precisa de ajuda nesta fase. O bebê mama em curtos espaços de tempo e não é possível delegar a função. Nos intervalos, o sono para ambos é reparador. A mãe também precisa de atividades diversificadas, mesmo que uma saída perto de casa, para espairecer. Muitas mulheres dizem sentirem-se sufocadas, fusionadas ao bebê e sem identidade própria. Quando essas sensações ocorrem, podem adquirir um valor emocional tão grande que interferem nos hormônios responsáveis pela produção do leite, e consequentemente, na amamentação.
Amamentar é uma inesquecível experiência de encontro com o bebê. Afinal, é antes de tudo um ato de amor. É o contato corpo a corpo, o aconchego, a troca de olhares, um conhecer-se mutuamente.
O bebe que é alimentado exclusivamente ao seio, está menos sujeito às infecções. O leite materno possui os anticorpos necessários para que ele se defenda das muitas doenças que podem atacá-lo em seus primeiros meses de vida.
Bebês que mamam no seio materno, têm o crescimento saudável de mandíbulas, menos dificuldades e problemas de fala e menor o risco de má-oclusão dos dentes.
Não só os bebês se beneficiam com o aleitamento materno. As mães também podem ter uma série de vantagens em amamentar: perda de peso mais rápido, menos chance de hemorragia no pós-parto, menor risco de contrair câncer de mama, menos risco de desenvolver anemia.
Além das vantagens do aleitamento, somente em raríssimas ocasiões - como na mãe portadora do vírus HIV - ele está contra-indicado.
Na maioria das vezes, todas as dificuldades referentes à amamentação ao seio são de fácil solução, desde que consultada a pessoa adequada.
É muito importante, que a mulher tenha consciência de que a amamentação ao seio é uma das experiências mais gratificantes e que deve fazer todas as tentativas para que ela seja mantida durante o máximo de tempo possível.

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